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Metro quadrado mais caro
Numa conversa com um amigo esta semana ele me abriu os olhos para a ‘indústria’ que foi montada em Teixeira de Freitas. Indústria de pavimentação asfáltica da Prefeitura Municipal de Teixeira de Freitas, ou melhor, das empreiteiras que usam todo o equipamento do Município. E ele [o Município] ainda abre licitação para que sua empresa ganhe o direito de fazer a ‘obra’. E, em muitos casos, é ‘obra’ mesmo.
Pois bem...
Desde o início da administração Apparecido, ou melhor, desde que o município adquiriu a usina de asfalto, que tentamos chamar a atenção dos setores responsáveis e nada até então foi feito. Mas ainda há tempo, como está escrito em Eclesiástico.
Um outro fato que...
Nos chamou a atenção outro dia foi o número de escolas reformadas pela empresa Suzano Papel e Celulose. E é claro, se a Suzano reformou todas as escolas do município de Teixeira de Freitas, o dinheiro que não foi usado para tal fim sobrou no caixa da Prefeitura. Então, possivelmente o Prefeito Apparecido e o secretário Tomires Barbosa (Miro) deverão vir a público prestar contas do mesmo. Não é pessoal? Estamos aguardando.
A calhar
Somente no mês de março de 2009, a Prefeitura Municipal de Teixeira de Freitas recebeu a quantia de R$ 2.077.950,58, que multiplicada por 12 é igual a R$ 24.934.206,96. Vale ressaltar que poucos municípios, cerca de quatro ou cinco, detém determinada receita total no ano. Portanto, o que Teixeira de Freitas recebe do Fundeb é uma boa grana, que deve ser gasta dignamente.
Toque de recolher é a solução?
A situação de menores que passaram a ser delinquentes é tão grave que desde a noite de segunda-feira (15/06), que adolescentes e crianças têm hora marcada para voltar para casa. O toque de recolher é uma determinação da Justiça para diminuir o envolvimento dos jovens com a criminalidade em três cidades baianas: Santo Estevão, Antônio Cardoso e Ipecaetá. Em Santo Estevão, por exemplo, município de 45 mil habitantes, 60% dos assaltos a lojas e residências, além do tráfico de droga, são cometidos por crianças ou adolescentes. E Teixeira de Freitas?
Enquanto isso, no Senado... I
Renan aconselha Sarney a fazer do ataque a defesa. A descoberta de que o Senado manteve por 14 anos uma burocracia secreta para distribuir favores a um pequeno grupo levou José Sarney às cordas. Entronizado em sua terceira presidência há quatro meses e meio, o morubixaba do PMDB encontra-se acuado, e na segunda-feira, (15), a palavra "renúncia" foi ouvida pela primeira vez no Senado. Pronunciou-a, em privado, o gaúcho Pedro Simon.
Enquanto isso, no Senado... II
Dissidente do PMDB, no partido de Sarney, Simon vem soando entre quatro paredes sempre um tom acima das manifestações que se permite fazer em público. Acossado pela crise, Sarney ruminou seus rancores ao longo do final de semana. Na segunda-feira (15), trancafiou-se no gabinete da presidência e atendeu a uns poucos telefonemas. E se reuniu com dois aliados de todas as horas: os líderes Renan Calheiros (PMDB) e Gim Argelo (PTB).
Enquanto isso, no Senado... III
Aconselharam-no a se defender atacando. Renan pôs para rodar o hardware ao qual sempre recorre quando se vê em apuros. Primeiro, identifica os inimigos: PT e PSDB. Na sequência, esboça uma reação que se escora em dois pilares: o ataque e a chantagem. Ameaça vazar para os jornais dados que constranjam os rivais. Nas últimas semanas, Sarney dissera a amigos que estava arrependido de ter disputado a presidência do Senado com o petista Tião Viana.
Enquanto isso, no Senado... IV
Chegara mesmo a confidenciar a intenção de renunciar ao cargo em 2010, quando fará 80 anos. Depois da conversa com Renan e Argelo, Sarney mudou o rumo da prosa. Agora, diz que vai à luta. Cogita ler no Plenário uma resposta às denúncias que o lançaram no caldeirão dos malfeitos secretos do Senado. Fala em modificar as regras daqui para frente. Punições? Por ora, só cogita levar à bandeja a cabeça de José Grazineo, o sucessor de Agaciel Maia na direção-geral. Caberá a Renan e Argelo executar o pedaço sujo da estratégia, que envolve o recurso da baixaria e da chantagem.
Por:Antônio Carlos
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